Dia da Virgem de Caacupé

Hoje é um dia importante para nossos irmãos paraguaios.
Na data de 8 de Dezembro é celebrado o dia da virgem dos milagres de Caacupé.

Como tradição, diversos peregrinos do país e de países vizinhos saem em caminhada em direção a cidade de Caacupé, que fica no estado da Cordilheira, no Paraguai.
Essa peregrinação pode levar de algumas horas, considerando a saída de uma cidade vizinha, em uma caminhada de 4 a 6 horas, como pode levar uma semana ou mais.Alguns peregrinos saem da Cidade do Leste, que faz fronteira com o Brasil e caminham em família por 300km, fazendo paradas pelo caminho.

Este é um evento muito importante para o País, com muito agradecimento pelo ano que se passou, pela gratidão aos milagres concedidos e é também uma renovação para o próximo ano.

Após a peregrinação, todos se reúnem ao redor da do santuário de Caacupé e celebram em uma grande missa.

 

Papa recorda Madre Cabrini

Papa Francisco enviou uma Carta Pontifícia às Missionárias do Sagrado Coração de Jesus (Cabrinianas), reunidas em Chicago (EUA) para sua Assembleia Geral e para comemorar o centenário da morte de Santa fundadora Francisca Cabrini, padroeira dos migrantes e recorda que a Santa italiana acolheu de Deus uma vocação missionária que, naquele tempo, era singular: formar e enviar para todo o mundo mulheres consagradas, não simplesmente como auxiliadoras de institutos religiosos masculinos, mas com um carisma próprio de consagração feminina. Hoje, as cabrinianas – como são conhecidas – atuam em vários países, inclusive no Brasil.

Fonte: Rádio Vaticano

 

Papa identifica retrocesso na teoria do gênero

A Praça S. Pedro ficou lotada de fiéis nesta quarta-feira (15/04) para a Audiência Geral com o Papa Francisco. Antes de tomar a palavra, o Pontífice saudou os cerca de 30 mil peregrinos a bordo do seu papamóvel, acenando para a multidão e beijando as crianças. Prosseguindo o ciclo de catequeses sobre a família, o Papa falou de um tema que ele considera central: a complementariedade entre homem e mulher.

“Deus criou o ser humano à sua imagem: criou-os homem e mulher.” Esta afirmação do Gênesis, explicou Francisco, diz que nem só o homem nem só a mulher são imagem de Deus, mas ambos, como casal, são imagem do Criador. A diferença entre eles tem em vista a comunhão e a geração, e não a contraposição nem a subordinação. “Somos feitos para nos ouvir e nos ajudar reciprocamente. Sem esse enriquecimento recíproco, não se pode entender profundamente o que significa ser homem e mulher”, disse o Papa.

Retrocesso

Todavia, a cultura moderna e contemporânea abriu novos espaços para a compreensão dessa diferença, introduzindo dúvidas e ceticismo.

“Pergunto-me, por exemplo, se a chamada teoria do gênero não seja expressão de uma frustração e resignação, com a finalidade de cancelar a diferença sexual por não saber mais como lidar com ela. Sim, corremos o risco de retroceder”, afirmou Francisco, advertindo que a remoção da diferença é o problema, e não a solução.

Se o homem e a mulher têm divergências, as mesmas devem ser resolvidas com o diálogo, para amarem-se mais e conhecerem-se melhor. “O elo matrimonial e familiar é algo sério, e o é para todos, não só para os fiéis. Gostaria de exortar os intelectuais a não abandonarem este tema, como se tivesse se tornado um empenho secundário a favor de uma sociedade mais livre e mais justa.”
Francisco recordou que Deus confiou a terra à aliança do homem e da mulher: a falência desta aliança gera a aridez dos afetos no mundo e obscurece o céu da esperança. Os sinais são visíveis e preocupantes, disse, indicando duas reflexões que merecem atenção.

Complementaridade

A primeira é a certeza de que se deve fazer muito mais a favor da mulher para reforçar a reciprocidade entre os dois gêneros.

“De fato, é necessário que a mulher não seja só mais ouvida, mas que a sua voz tenha um peso real, que seja reconhecida na sociedade e na Igreja. Ainda não entendemos em profundidade o que pode nos dar o gênio feminino, por saber ver as coisas com outros olhos que complementam o pensamento do homem. Trata-se de um caminho a percorrer com mais criatividade e audácia”, afirmou Francisco, citando como exemplo o modo como o próprio Jesus considerou as mulheres num período em que eram relegadas ao segundo plano.

O segunda reflexão diz respeito ao tema do homem e da mulher criados à imagem de Deus. “Pergunto-me se a crise de confiança coletiva em Deus não esteja relacionada à crise de aliança entre homem e mulher, já que a comunhão com Deus se reflete na comunhão do casal humano.”

Responsabilidade

Eis então a grande responsabilidade da Igreja e de todos os fiéis para redescobrir a beleza do projeto criador.

“A terra enche-se de harmonia e confiança quando a aliança entre o homem e a mulher é vivida no bem. Jesus nos encoraja explicitamente ao testemunho desta beleza”, concluiu o Papa.

Ao saudar os numerosos grupos na Praça, aos de língua árabe pediu esforços para que, na Igreja e na sociedade, a igualdade entre os gêneros seja respeitada, rejeitando toda forma de abuso e de injustiça, em especial contra as mulheres.
(BF)

Fonte: Rádio Vaticano